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A fraude no sector segurador, tem vindo a crescer a nível mundial, estando Portugal também a ser fustigado, por este “fenómeno”, cada vez mais recorrente.

A fraude tem um forte impacto económico nas seguradoras, sendo por isso cada vez mais importante o papel da investigação e averiguação de acidentes.

Com a crise económica, as fraudes têm uma tendência natural em aumentar, sendo muitas vezes uma fraude “oportunista”, onde os intervenientes procuram arranjar uma solução para resolver um problema, nomeadamente de falta de apólice válida à data de um sinistro, ou procurar enquadrar um acidente, numa determinada apólice para que a seguradora assuma os danos decorrentes, entre muitas outras formas.

Por outro lado, temos as fraudes profissionais onde o cenário já ganha uma complexidade diferente, pois estamos perante grupos organizados, onde os sinistros são pensados e arquitetados por forma a obter uma compensação económica de maior valor.

Nesta última, é de todo mais complexo a obtenção de elementos, e prova de factos, logo, é aqui que o papel da investigação e averiguação de sinistros ganha um potencial de relevância, pois é no terreno que as seguradoras conseguem esta obtenção de elementos que lhes permite, muitas vezes, terem elementos probatórios para uma tomada de posição face a um sinistro, como tal, é de todo importante que os averiguadores tenham cada vez mais competências, que lhes permitam atuar e obter os tão desejados resultados no combate à fraude.

Estas competências passam efetivamente por uma formação adequada e por um conhecimento profundo do sector segurador, pois só assim, é possível terem bons resultados e contribuir para a diminuição deste “flagelo”, que no fundo, nos afeta a todos, pois o pagamento de indeminizações indevidas, por parte das seguradoras acaba inevitavelmente num aumento de prémio para todos nós.

Em 2020, segundo a Associação Portuguesa de Seguradoras, as seguradoras consideraram suspeitas participações de mais de 102.000 sinistros, sendo confirmadas 18.431 sinistros com fraude registada, segundo a mesma fonte.

A fraude aos seguros está prevista no art.º 219 do código penal prevendo uma pena de prisão até três anos, ou multa. O mesmo artigo refere ainda que apenas a tentativa, mesmo sem sucesso, também é punível com pena efetiva de prisão.

Será importante perceber que a fraude tem um impacto negativo na vida de todos, e não pode ser encarara de forma leve, vamos por isso, voltar a abordar este assunto nos próximos artigos.

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Todo o ser humano é único, devendo ser olhado e respeitado como tal
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